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Como a Pré-vale reduz a pegada de carbono?

14 de setembro de 2026

A Pré-vale reduz a pegada de carbono com a aplicação de tecnologias de descarbonização do concreto e com um processo industrial voltado ao uso mais eficiente de recursos e à redução de desperdícios. Entre as principais iniciativas está a injeção de CO₂ no concreto fresco, tecnologia utilizada em escala industrial pela empresa desde 2023.

Durante a produção, o CO₂ é injetado na mistura e reage com os compostos cimentícios, passando por um processo de mineralização. O gás é convertido em carbonato de cálcio e fica permanentemente incorporado ao concreto. Além de incorporar CO₂ ao material, a tecnologia abre a possibilidade de reduzir o consumo de cimento, um dos materiais com maior participação nas emissões da construção civil.

A Pré-vale foi a primeira empresa de pré-fabricados da América Latina a adotar essa tecnologia e também a primeira do Brasil a instalar o sistema de injeção de CO₂ diretamente no misturador da usina.

A redução da pegada de carbono também está relacionada à usina automatizada, que otimiza os traços e o consumo de cimento, e à construção industrializada, que amplia o controle sobre os insumos e reduz desperdícios.

 

Como a injeção de CO₂ reduz a pegada de carbono do concreto?

A injeção de CO₂ reduz a pegada de carbono do concreto ao incorporar permanentemente o gás à mistura e abrir a possibilidade de reduzir o consumo de cimento. Durante o processo, o CO₂ reage com os compostos cimentícios e passa por uma reação de mineralização, sendo convertido em carbonato de cálcio e incorporado à matriz do concreto.

Na Pré-vale, a tecnologia CarbonCure é aplicada em escala industrial desde 2023. Mais de 16 mil m³ de concreto já foram produzidos com a tecnologia, evitando mais de 130 toneladas de CO₂, volume equivalente à absorção anual de mais de 70 hectares de floresta.

A aplicação industrial também demonstrou a possibilidade de reduzir o consumo de cimento sem comprometer o desempenho mecânico do concreto, gerando um ganho ambiental duplo: o CO₂ é incorporado ao concreto e, ao mesmo tempo, torna-se possível diminuir o uso de um dos materiais que mais contribuem para as emissões da construção civil.

 

Pré-fabricados de concreto podem reduzir a pegada de carbono de uma obra?

Sim. Os pré-fabricados de concreto podem contribuir para reduzir a pegada de carbono de uma obra quando a industrialização é associada ao uso eficiente dos insumos, à redução de desperdícios e à adoção de tecnologias voltadas à descarbonização. A produção em ambiente fabril amplia o controle sobre matérias-primas e processos, enquanto o planejamento prévio reduz perdas e retrabalhos.

Na Pré-vale, esse modelo é associado a práticas como a mineralização de CO₂ no concreto, a otimização dos traços para reduzir o consumo de cimento, o reaproveitamento de materiais e a gestão dos recursos utilizados na produção. Essas iniciativas atuam em diferentes etapas do processo e mostram que a redução da pegada de carbono depende de um conjunto de decisões aplicadas à produção industrializada do concreto.

 

Usina automatizada da Pré-vale gera economia de cimento

A Pré-vale conta com uma usina de concreto totalmente automatizada, responsável pela dosagem e homogeneização dos materiais utilizados na produção. Somente em 2025, a tecnologia gerou uma economia de 85.884 kg de cimento, resultado da otimização dos traços utilizados na produção do concreto. O volume equivale a aproximadamente três caminhões transportadores de cimento a menos no abastecimento da usina.

→ O cimento é um dos materiais que mais contribuem para as emissões de CO₂ na construção civil. Sua produção envolve elevado consumo de energia e está associada à liberação de dióxido de carbono, por isso, reduzir a quantidade necessária para a fabricação do concreto também contribui para diminuir o impacto ambiental do processo.

 

Como a construção industrializada reduz o impacto ambiental?

A construção industrializada reduz o impacto ambiental porque concentra a produção dos elementos em ambiente fabril, onde é possível controlar com maior precisão o uso de matérias-primas, reduzir desperdícios e acompanhar a geração e o reaproveitamento de resíduos. Na Pré-vale, esse modelo também está associado à descarbonização de concreto, ao reaproveitamento de materiais, à gestão da água e outros recursos naturais, economia de cimento e às práticas voltadas à redução dos impactos da produção e da obra. Saiba mais:

 

1. Produção industrial reduz desperdícios e resíduos no canteiro obras

A produção industrial dos elementos pré-fabricados permite maior controle sobre os insumos e reduz perdas, retrabalhos e a geração de resíduos. Como os elementos são fabricados em ambiente controlado e chegam ao canteiro prontos para a montagem, também há menos atividades e menor movimentação de materiais na obra.

 

2. EPS reciclado é transformado em painel de concreto leve

O poliestireno expandido (EPS) gerado durante o processo produtivo na Pré-vale é recolhido, processado e transformado em flocos para ser incorporado à produção de concreto leve. Dessa forma, o material retorna ao processo como matéria-prima, reduzindo o descarte de resíduos. Uma das aplicações desse reaproveitamento está no Préwall, painel com menor peso estrutural e melhor desempenho termoacústico.

 

3. Gestão de resíduos garante o controle e a destinação adequada dos materiais

A Pré-vale mantém um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que orienta a identificação, classificação, armazenamento e destinação ambientalmente adequada dos resíduos gerados nas atividades industriais. A iniciativa amplia o controle sobre os materiais resultantes do processo produtivo e integra as práticas ambientais da empresa.

O Programa 5S também contribui para esse trabalho ao incentivar a organização dos ambientes, o melhor aproveitamento dos materiais e a redução de desperdícios nas rotinas operacionais.

 

4. Captação e reúso reduzem o consumo de água potável

A captação de água da chuva e o reúso permitem reduzir o consumo de água potável na produção de concreto, ao substituir parte da água da rede de abastecimento e reaproveitar a água utilizada em atividades do processo industrial.

Na Pré-vale, a água utilizada na lavagem de utensílios e caminhões betoneira passa por um sistema de decantação e retorna ao processo produtivo, formando um circuito fechado de reúso. A empresa também conta com 11 caixas de 15 mil litros cada para captação de água da chuva. Em 2025, 100% da água utilizada na produção de concreto da Pré-vale foi proveniente da captação pluvial. No mesmo ano, a empresa também implantou um sistema de tratamento da água de poço. Entre agosto e dezembro, 1.964.000 litros dessa fonte foram utilizados no parque fabril, reduzindo o consumo proveniente da rede pública de abastecimento.

 

Como medir a redução da pegada de carbono na construção civil?

A redução da pegada de carbono na construção civil pode ser medida por meio de indicadores que acompanham o consumo de matérias-primas, geração de resíduos, uso de recursos naturais e os resultados das iniciativas de descarbonização adotadas ao longo do processo produtivo. Na Pré-vale, por exemplo, no caso da descarbonização do concreto, o acompanhamento indicou que mais de 16 mil m³ de concreto já foram produzidos com a tecnologia, evitando mais de 130 toneladas de CO₂ à atmosfera.

 

Quais práticas sustentáveis da Pré-vale já receberam reconhecimento?

As práticas de sustentabilidade e descarbonização desenvolvidas pela Pré-vale já receberam reconhecimento ambiental, técnico e científico por meio de premiações, certificações e apresentação de pesquisas relacionadas à aplicação industrial de novas tecnologias.

Em 2025, a empresa venceu o 25º Prêmio Fritz Müller na categoria Gestão Ambiental, com o projeto “Pré-fabricando um Futuro Sustentável”, que reúne iniciativas como a mineralização de CO₂ no concreto, a usina automatizada, o Préwall e práticas de gestão e reaproveitamento de recursos.

O trabalho de descarbonização do concreto também conquistou o Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade, na categoria Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, com o projeto “Aplicação industrial da Injeção de CO₂ no concreto fresco para descarbonização”. A premiação teve 95 projetos inscritos e levou ao reconhecimento nacional uma tecnologia que já faz parte da operação industrial da Pré-vale.

A pesquisa desenvolvida a partir dessa aplicação também alcançou reconhecimento internacional ao ser aprovada e apresentada no 7th fib Congress, em Lisboa, Portugal, um dos principais congressos mundiais de engenharia estrutural e concreto. O estudo apresentou resultados obtidos em condições reais de produção, avaliando aspectos como trabalhabilidade, resistência à compressão e potencial de redução do consumo de cimento.

Em 2026, o projeto “Mais valor, menos carbono” venceu ainda a categoria Gestão do Prêmio de Inovação ACIRS e conquistou o prêmio geral de inovação pela maior pontuação da edição.

Além das premiações, a Pré-vale mantém desde 2019 o Selo de Excelência ABCIC, com auditorias realizadas anualmente para manutenção da certificação. O selo possui referências em normas técnicas e programas internacionais do setor e atesta padrões relacionados à tecnologia, sustentabilidade, qualidade e desempenho na indústria de pré-fabricados de concreto.

 

Reduza o impacto ambiental da sua próxima obra

Sua próxima obra também pode incorporar soluções voltadas à redução dos impactos ambientais. Fale com a equipe da Pré-vale e conheça as possibilidades do concreto pré-fabricado para o seu projeto.

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