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Pré-vale apresenta projeto no 7th fib Congress, em Lisboa, um dos principais eventos mundiais de engenharia e concreto

Pré-vale apresenta projeto no 7th fib Congress, em Lisboa, um dos principais eventos mundiais de engenharia e concreto
19 de junho de 2026

A Pré-vale apresentou os resultados da pesquisa desenvolvida a partir da implementação da tecnologia de injeção de CO₂ no concreto em escala industrial, durante o 7th fib Congress, um dos mais importantes congressos mundiais de engenharia estrutural e concreto. Realizado em Lisboa, Portugal, o evento reuniu pesquisadores, universidades, empresas e especialistas de diversos países para compartilhar pesquisas e avanços tecnológicos voltados ao setor.

De acordo com a engenheira civil e diretora industrial da Pré-vale, Anestine Amanda Jaeger, que representou a empresa no evento, a participação evidenciou o alinhamento e o espírito visionário que a empresa tem, por ter ido além da análise laboratorial. “Muito se discutiu a respeito de trabalhos, pesquisas e fundamentação teórica quanto à redução da pegada de carbono em toda a indústria e entre os principais consumidores de cimento no mundo. E a gente percebe o quanto que a Pré-vale está novamente à frente, porque nós já utilizamos uma tecnologia, nós saímos do campo da ideia e transformamos uma pesquisa em aplicação. Já vivemos na prática o que grande parte do mercado ainda discute”.

A diretora destaca que essa aplicação industrial foi construída sobre uma sólida base técnico-científica, reforçando que a tecnologia demonstrou ser viável e segura para utilização em ambiente produtivo. “Isso gera uma sensação de estarmos seguindo no caminho certo, de fazer aquilo que sempre acreditamos ser o correto. Também reforça a busca da Pré-vale por inovação, geração de conhecimento técnico, aplicação desse conhecimento e uma busca contínua nossa para oferecer soluções melhores, mais eficientes, sustentáveis e de alta qualidade”, reforça.

Diferente da maioria das pesquisas desenvolvidas sobre o tema, a realização do projeto em escala industrial permitiu avaliar aspectos como trabalhabilidade, resistência à compressão e potencial de redução do consumo de cimento. “A pesquisa avaliou o comportamento do concreto em condições reais de produção, permitindo validar o desempenho do processo em um ambiente fabril e identificar desafios e resultados que somente podem ser observados quando a tecnologia é aplicada na prática”, explica a engenheira civil Luana Schuster, que esteve ao lado da diretora industrial durante a apresentação.

O grande diferencial da Pré-vale foi justamente ter extrapolado essa parte de análise laboratorial e adotado a aplicação prática. “Existem problemas da tecnologia que só são percebidos quando você está fazendo em maior escala. Em laboratório, você consegue condições muito controladas para fazer as aplicações. Esse projeto da Pré-vale, foi um dos poucos trabalhos que representaram uma aplicação prática em escala industrial do processo de mineralização de CO2”.

 

Além da redução de CO2, projeto evidencia economia de cimento

Além de demonstrar a viabilidade da aplicação da tecnologia em escala industrial, o relatório apresentado pela Pré-vale também evidenciou ganhos relacionados ao desempenho do concreto e à sustentabilidade do processo produtivo.

De acordo com Luana, um dos principais resultados foi o aumento do desempenho mecânico do concreto, especialmente em relação à resistência à compressão, aliado à possibilidade de reduzir o consumo de cimento durante a produção. "Os principais resultados que apresentamos são a possibilidade de aplicação em escala industrial, o ganho de comportamento mecânico, principalmente em resistência mecânica e a possibilidade de redução do consumo de cimento, porque estamos introduzindo o CO₂ no concreto e ao mesmo tempo diminuindo o consumo de cimento."

Esse processo proporciona um benefício ambiental duplo, já que além de incorporar o CO₂ ao concreto por meio da mineralização, também se reduz a utilização de cimento, um dos materiais que mais contribuem para as emissões de dióxido de carbono na construção civil.  "Então, é um duplo ganho, porque eu posso ter um ganho só introduzindo o CO₂, então eu capturo o CO₂ do meio e coloco no concreto, tem um ganho. Agora, eu capturo o CO₂ do meio, coloco ele no concreto e ainda assim eu diminuo a quantidade de cimento, que é um dos maiores geradores de CO₂ para a atmosfera", completa Luana.

O estudo também comprovou que a tecnologia apresenta viabilidade econômica para aplicação na indústria. Os resultados demonstraram que o investimento realizado pode gerar retorno financeiro, tornando a solução sustentável sob os aspectos ambiental, técnico e econômico.

 

Pré-vale é pioneira na implementação da descarbonização do concreto

A adoção da tecnologia pela Pré-vale envolveu um processo de engenharia complexo. Para viabilizar a aplicação do sistema, foi necessário integrar tecnologias, equipamentos e fornecedores de diferentes países, garantindo que todas as etapas da produção operassem de forma sincronizada.

A usina de concreto utilizada pela empresa é importada, o sistema de injeção de CO₂ também é de fora do Brasil desenvolvido pela empresa CarbonCure e a assistência técnica é norte-americana. A forma de trabalho da Pré-vale com seus processos bem alinhados possibilitou a compatibilização entre essas diferentes tecnologias e foi um dos fatores que viabilizou a solução, reforçando o pioneirismo da Pré-vale no setor de pré-fabricados de concreto.

 

Pesquisa reúne especialistas da indústria e da academia

O estudo apresentado no 7th fib Congress foi desenvolvido por pesquisadores e profissionais da academia e da equipe técnica da Pré-vale em torno da aplicação da tecnologia de injeção de CO₂ no concreto em escala industrial.

 

7th fib Congress reúne especialistas de todo o mundo

Nesta edição o fib Congress reuniu pesquisadores, universidades, empresas, projetistas e profissionais de diversos países para apresentar pesquisas, discutir novas tecnologias e compartilhar soluções voltadas ao futuro da construção.

Com o tema "Structural Concrete 2050: Towards Carbon Neutrality, AI Design and Robotic Construction" ("Concreto Estrutural 2050: rumo à neutralidade de carbono, projeto com inteligência artificial e construção robótica"), o congresso promoveu debates sobre descarbonização, inovação, inteligência artificial, industrialização e novas tecnologias aplicadas ao concreto estrutural, reunindo pesquisas que aproximam o meio acadêmico da aplicação prática na indústria.

 

Apresentação da Pré-vale despertou interesse da comunidade técnica

Para Anestine, a participação no 7th fib Congress também representou um importante reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela empresa. Além da aprovação da pesquisa para apresentação em um dos principais congressos mundiais da área, a receptividade do público reforçou o potencial da tecnologia e a relevância dos resultados obtidos pela Pré-vale. "Nós apresentamos o nosso trabalho para uma sala cheia e bastante interessada. Recebemos muitas perguntas sobre a aplicação e os resultados dessa tecnologia, o que demonstrou o interesse do público técnico. Durante o congresso vimos muitas pesquisas ainda em desenvolvimento nos laboratórios. O grande diferencial da nossa apresentação foi mostrar uma tecnologia que já foi aplicada, que se mostrou viável e que ainda tem muito potencial para evoluir”, finaliza Anestine.

Os autores dos melhores artigos serão convidados a submeter uma versão aprimorada de seu trabalho para possível publicação na revista Structural Concrete, o periódico oficial da fib.

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